domingo, 18 de janeiro de 2015
Carpe Diem: o céu é o mar de Brasília
Ah, o verão...
Ele enche os dias de cores, deixa o céu mais anil e te convida a sair.
Ocupar o Eixão, dar uma volta no parque, um mergulho na água mineral ou simplesmente estender a canga na reunião de food trucks nos eixinhos.
Carpe Diem: Aproveite o dia!
#BomDomingo #foodtruck #eixao #soundEat1 #100HappyDays #bsb #minhaBsb #MinhaBrasilia
Galeria Almeida Prado: um refúgio na cidade
Na 405 Norte, na comercial, virada para a residencial, está a Galeria Almeida Prado. Conheci por acaso, passando pela quadra. E foi amor à primeira "visita". O espaço serve de espaço para exposições, mas também vende objetos de arte antiguidades. É o lugar certo para descansar da correria do dia a dia, para conhecer artistas novos e encher os olhos.
Confira nossa vídeo-crônica sobre o espaço, que reúne obras de grandes nomes da arte brasileira (e mundial), como Volpi (um dos meus favoritos), Athos Bulcão e Tomie Ohtake. Mas também reúne artistas talentosos como Antonio Poteiro e Alex Flemming.
A Galeria Almeida Prado é um local especial, no meio da cidade, entre as quadras, em que é possível parar para acompanhar uma exposição, ver de perto o melhor da arte brasileira. Pra mim, é lugar para contemplar arte, descobrir um pouco mais sobre cultura, de "descansar" os olhos. É como se o mundo parasse lá fora e o tempo "corresse" mais leve, sabe?
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| Em destaque, gravura de Anna Letycia. À direita, Eduardo Sued, Volpi e Di Cavalcanti, todos do acervo da Galeria. |
Ela é administrada por Fábio
Almeida Prado, dono e idealizador da Galeria. Atencioso e com os olhos
treinados para a arte e decoração, ele está sempre disposto a te falar sobre as
peças, sobre os artistas - e tudo isso com um sorriso largo no rosto.
O que me chama atenção é o acervo
incrível. Quem gostar, pode levar pra casa, pois a casa vende grande parte das
obras. E ainda tem as antiguidades, os objetos de decoração e, claro, móveis
antigos ou com design diferenciado.
A Galeria Almeida Prado está nas redes sociais. É possível acompanhar a agenda pela facebook e conferir o acervo no Instagram e no site. Ah, a Galeria também está no Twitter!
Galeria Almeida Prado
CLN 405, Bloco C, Loja 45
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Marti Discos: um achado bem no coração de Brasília!
Andando no meu camelo (é assim que muita gente, em Brasília, chama a bicicleta), encontrei daquelas "pérolas" da cidade: a Marti Discos. Depois de várias feirinhas de vinil, que cada vez mais tomam conta da cidade, descobri uma lojinha aqui do lado, de LP'S.
Confira como funciona esse paraíso dos vinis, em nosso vídeo. A trilho sonora é uma das raridades da loja: Erlon Chaves e Sua Banda Veneno, tocando "Cosa Nostra", do Jorge Ben.
Confira como funciona esse paraíso dos vinis, em nosso vídeo. A trilho sonora é uma das raridades da loja: Erlon Chaves e Sua Banda Veneno, tocando "Cosa Nostra", do Jorge Ben.
A Marti Discos fica na Comerial da 102 Norte, no bloco D, virada para a W1. Foi exclusivamente criada para a venda dos "bolachões". Fui visitar durante uma festinha na quadra: a loja comandava (e muito bem) o som, dividindo espaço com food trucks e os famosos vendedores de rua do DF.
O acervo é enorme: tem para todos os gostos e estilos musicais. Os discos são divididos por ritmo. E também tem o caixote das promoções: LP'S a preço de pechinchas! E tem para todos os bolsos também.
| Leonardo Cinelli, um dos amantes mais recentes do vinil |
A loja é pequena, mas dá pra fazer a festa dos entusiastas. Pessoas assim como o cenógrafo e produtor de eventos, Leonardo Cinelli, que encontrei no dia da gravação e que faz parte do vídeo sobre o espaço. Leonardo é responsável por - nada menos - que a produção da Makossa, uma das festas mais tradicionais e respeitadas do circuito alternativo da capital. Ele estava tão à vontade no meio das bolachas que foi inevitável não pedir uma entrevista. E me surpreendi com a revelação: - "Estou vindo pela 1ª vez, já conhecia a Marti pelas feirinhas de vinil. Apesar de ser velhaco já, sou super novato na onda do vinil", explicou o produtor, revelando que ganhou uma vitrola de presente de casamento e que acabou gostando da ideia.
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| O Felipe comandando as pick-ups nas feiras da quadra. O som sempre fica por conta da Marti, que toca só preciosidades. Grande parte do setlist faz parte do acervo da loja |
Quem me atendeu foi o Felipe Romero, um dos donos e o DJ da feira da quadra. Felipe foi super atencioso, dando dicas, dizendo como a casa funciona, já quase me convencendo a levar uma vitrola (sim, a Marti vende vitrolas também). E avisa logo: - "se não achar o disco que quer, você pode deixar o contato que se eu achar, aviso na hora!". Sim, quem quiser saber novidades e as sugestões da loja, pode receber por e-mail.
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| Martindica, painel que sempre tem as sugestões da casa |
Dá pra ficar horas garimpando o acervo, venda cada bolacha passar pelas mãos. Eu vi vários favoritos e morri de vontade de levar todos. Dá pra ir pra lá e voltar no tempo! Rever os discos que tocavam na infância, os clássicos que embalaram a minha adolescência e, claro, artistas do underground e selos independentes, como Tulipa Ruiz, Silva, Artic Monkeys, Nirvana... Se ficar em dúvida, corra no "Martindica", o quadro que lista sempre 5 preciosidades da casa!
E olha a seleção que o Felipe fez especialmente para o Viva Brasília, das raridades e lindezas que a gente acha na Marti Discos
Banda Veneno, de Erlon Chaves - uma raridade, típica de colecionador. Banda brasileira da década de 70 (se não me falha a pesquisa), com um suingue sem igual! Na vibe do Trio Mocotó, da black music tropicalista. R$185
Jóia, do Caetano Veloso - A capa foi censurada e, assim, a tiragem proibida por alguns anos no Brasil. Vale como peça de coleção. Vale também pela música que dá nome ao álbum, que é uma pérola de linda! Tem uma versão de "Help", dos Beatles. R$ 95
Instrumentos Populares do Nordeste - prova de que se pode achar de um tudo na Marti. Coletânea de ritmos, cantigas e os instrumentos típicos no cancioneiro do Nordeste. Vai do Maracatu ao forró, com pífanos, os tambores e ganzás. R$49
Back To Black, de Amy Winehouse - Mostra de que há uma série de artistas e álbum atuais. Disco que projeto para o mundo a cantora americana, admirada pelo tom que lembra as divas do blues e do jazz do início do século passado. Reúne imperdíveis como Rehab, Tears Dry On Ther Own e Me and Mr Jones. Será um álbum procurado daqui uns anos. Seria a minha primeira compra, na certa! R$73
A Marti Discos é um dos meus achados na cidade e, como ela mesmo descreve, "oferece discos novos, usados, raros e manjados!" Tudo isso "Bem no coração de Brasília". Você encontra a loja no facebook, onde rola a agenda das feirinhas de vinil de Brasília e os eventos da casa.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Meu Faroeste Caboclo
Em abril de 2013, começou meu "Faroeste Caboclo". Exatamente no dia 10 de abril de 2013. Às pressas me mudei para Brasília e, mais de um ano depois, me encontro apaixonada pela cidade, pelas pessoas e pelos cantos encontrados pelo Plano Piloto.
Eu vejo em cada traço dessa cidade planejada, arte e poesia. Eu ando e cada vez mais me admiro com o que vejo. Me apaixonei pelas festas, pelos bares, pela vida boêmia. Não me canso de apreciar esse céu azul, da cor do infinito. O horizonte sempre ali, escancarado pra nós.
Ao mesmo tempo, adoro os dias claros, de céu azul anil. De nadar no lago, de ver as pranchas ocupando o lago. De caminhar pelos imensos jardins das superquadras e fazer deles o meu quintal. De fazer picknick no parque depois de pedalar pelas suas ciclovias.

De explorar a Esplanada, de rodar o Eixo Monumental num fim de semana só para poder rever essas belezas. Dar boa noite pro JK, no memorial.
Eu gosto dessa cidade como quem ama algo que escolheu pra si. E eu escolhi Brasília para ser minha. Aqui eu reúno crônicas sobre lugares, espaços, festas e experiências na capital federal.
Acompanhe os meus passeios, fascínios e tropeços por essa cidade que, 'nesse Brasil lugar melhor não há'!
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